Ecoturismo se fortalece com a pandemia

Evitar aglomerações é sinônimo de vida ao ar livre. Desde que a pandemia começou, que os privilegiados almejam alternativas para programas fora das paredes (e neuroses) urbanas. Antes mesmo da flexibilização, houve uma fuga para recantos alternativos, fossem eles casas de família ou arranjos comunitários – inclusive muitos se mudaram para o interior.
Quando comecei a escrever neste espaço, minha quarta coluna – intitulada ‘Uma viagem de sabores’ – mencionou que a cidade de Armação dos Búzios tinha fechado as portas para os turistas. Isso elevou a procura por outros lugares na Costa Verde, por exemplo, que antes eram tidos como menos populares nas buscas litorâneas do território fluminense.
Por motivos de sanidade mental, eu mesma – privilegiada que sou – arrumei várias temporadas fora da Selva de Pedra Carioca. Convidada por parentes ou amigos, pude desfrutar da Natureza e da tranquilidade em meio à pandemia. Pensando na minha filha em primeiro lugar, posso assegurar que fiz muito bem para a alma e o corpo também agradeceu.
Quando estivemos em Valença numa longa estadia, fomos ao Pesqueiro do Vitinho com meus pais, num dia de semana. Foi uma experiência muito segura e agradável. Minha filha ficou muito interessada na pescaria do vovô Teo e até conseguiu pescar “sozinha” um micro peixe. Certamente a experiência será relembrada com muita alegria com as fotos que tiramos.

Pesqueiro do Vitinho, em Valença (RJ)

Numa das escapulidas mais ousadas, pegamos um avião e zarpamos pra Florianópolis, onde temos familiares queridos e que visitamos sempre que podemos (só que sem o atual medo). Munidos de muito álcool 70% e máscaras sobressalentes, enfrentamos, além da Covid aérea, um vôo mais longo do que de costume – usando milhas, as conexões foram inevitáveis.
Valeu a responsabilidade extra. Na contínua busca por atividades ao ar livre, minha tia Letícia mencionou o Recanto dos Morangos, no município de São Pedro de Alcântara (SC). Lá, os donos criaram uma experiência lúdica numa pequena propriedade, simples, mas cheia de charme, e que atrai turistas locais e de fora: o famoso ‘Colha e Pague’.

Colha e Pague: uma ótima opção para o turismo rural

Com uma estufa bem cuidada, eles garantem diversão tanto para crianças curiosas quanto para adultos entusiasmados. Na entrada, estão à disposição tesouras coloridas e uma caixa de papelão é entregue para a colheita. Minha filha ficou muito empolgada em poder colher sozinha os lindos e saborosos morangos. Mais um marco em sua pequena vida de 3 anos.

Recanto dos Morangos em São Pedro de Alcântara (SC)


Muitas matérias já foram publicadas sobre o ecoturismo em tempos de pandemia. Aproveitar momentos em harmonia com o meio ambiente é o que temos buscado para nos sentirmos seguros e saudáveis atualmente e, ao mesmo tempo, a prática traz um resgate da consciência ecológica, tão negligenciada com a vida moderna. Já parou para pensar nisso?
Cachoeiras, trilhas, pedaladas, acampamentos e lugares perto de rios, montanhas, praias… O turismo natural foi impulsionado com a pandemia e a expectativa é que possamos dar mais valor aos benefícios físicos e mentais que o convívio amiúde com a Natureza pode nos trazer. E sendo regional, melhor ainda, pois evitamos o estresse das aglomerações. Vamos nessa?

Jornal Local | Valença (RJ)

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