Eleições: o que realmente muda?

Como não falar dos resultados das urnas na primeira coluna pós eleições? É quase que uma obrigação. Falei sobre cidadania consciente na última e votar, apesar de não ser a única forma de exercer nossa responsabilidade individual e coletiva, é uma escolha necessária e de extrema importância, embora as políticas velha ou de base religiosa preguem o contrário.
Muitos ainda votam em benefício próprio ou por manipulação, amigável ou não. Tem quem vote porque o filho é empregado no gabinete ‘X’, porque o marido disse que é para votar ou o pastor da igreja recomendou. O tempo passa, o tempo voa, e continuamos ouvindo as mesmas histórias tristes, não é mesmo?
Em cidades pequenas essa ‘política de favores’ é ainda mais evidente, pois as famílias mais influentes acabam se perpetuando no poder e, como todo mundo conhece todo mundo, fica mais fácil influenciar um ato que deveria ser crítico, individual e secreto. Não descartando o voto religioso, que abusa da confiança do fiel e que recheia as bancadas Brasil afora.
Precisamos refletir todos os dias, pois nossas escolhas impactam não somente nossos futuros, mas os das gerações vindouras. É preciso participar da vida em comunidade no dia a dia e entender onde nosso voto foi parar. Se esse voto traduz alimentação adequada e saudável para todos, ou se virou desmatamento para pasto, por exemplo.
Quantos de nós buscamos saber as propostas dos candidatos? Debatemos sobre elas? Esses políticos são transparentes e buscam não só dialogar com os eleitores, mas divulgar as reais propostas, aquelas que provocarão mudanças reais para os moradores da cidade? Ou empurram com a barriga suas gestões, fazendo mais do mesmo?
Asfalto, reformas de equipamentos públicos e saneamento básico são direitos dos cidadãos e é dever entregar isso para a população. Um político não deveria se vangloriar por fazer aquilo que é pura obrigação. É preciso fazer mais. O fomento ao turismo e ao ecotursmo deveria ser tratado como prioridade, para citar apenas um exemplo.
Desenvolver iniciativas que promovam a cidade culturalmente, que coloquem Valença no mapa de destinos turísticos novamente, pois a atividade estimula o comércio e a prestação de serviços de forma legítima, fortalece a cadeia produtiva como um todo, eleva a auto-estima do cidadão e pode, ainda, promover a cultura da sustentabilidade.
As estações ferroviárias de Barão de Juparanã e de Conservatória são verdadeiras joias que poderiam integrar os destinos do novo trem turístico Rio-Minas. O projeto, que foi iniciado em 2017, está em fase de finalização. O objetivo principal é justamente movimentar economicamente as cidades envolvidas por meio do turismo.


Estação Ferroviária de Barão de Juparanã, em Valença | Foto: Carlos Magno
Estação Ferroviária de Conservatória, em Valença | Foto: Carlos Magno.


O Trem Rio-Minas, projeto turístico idealizado pela ONG Amigos do Trem e que conta com a parceria das prefeituras dos municípios, da iniciativa privada e de órgãos de regulamentação, vai percorrer mais de 160km por 8 cidades entre Três Rios (RJ) e Cataguases (MG): Sapucaia (RJ), Leopoldina, Recreio, Volta Grande, Além Paraíba e Chiador (MG).
Valença também têm forte vocação para o ecoturismo. Me pergunto: o que poderia acontecer com uma cidade que sediou o ‘Gran Fondo New York Brasil’ uma das maiores competições de ciclismo do mundo? Seria o caso de incorporar eventos correlatos no calendário da cidade? Fica aqui minha reflexão para que a cidade volte a brilhar o ano todo, todos os anos.

Trem Turístico Rio-Minas | Foto: ASCOM PMTR

Jornal Local | Valença (RJ)

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